Brasil não adota Horário de Verão em 2025; Governo garante segurança energética

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Brasil não adota Horário de Verão em 2025; Governo garante segurança energética

O governo brasileiro confirmou em outubro de 2025 que o país não adotará o horário de verão este ano, encerrando uma série de especulações que circulavam há semanas pela internet e nas redes sociais. Em 3 de outubro de 2025, o Ministério de Minas e Energia (Ministério de Minas e Energia, abreviadamente MME) lançou nota oficial desmentindo boatos sobre a possível volta da medida, que estava suspensa desde 2019.

A confirmação veio na voz do ministro Alexandre Silveira, que deixou claro: o sistema elétrico nacional está seguro para atender à demanda até pelo menos fevereiro de 2026. A decisão não é apenas uma escolha administrativa — reflete mudanças profundas no consumo de energia das últimas décadas. Mas aqui está o detalhe interessante: muitos brasileiros acham que o horário de verão ainda faz sentido, mesmo sem saber como funcionava antes.

Por que o Horário de Verão foi suspenso?

  1. Mudança no padrão de consumo: Antigamente, o pico de consumo era noturno, mas hoje ocorre às 14h42, conforme registrado em fevereiro de 2025
  2. Refrigeração mais intensa: O uso massivo de ar-condicionado alterou completamente os horários de maior demanda
  3. Tecnologias modernas: Iluminação LED substituiu lâmpadas incandescentes, reduzindo o impacto do horário estendido de luz solar

Em 2019, verificou-se que o horário de verão perdeu sua eficácia principal. Lembre-se: a ideia original era economizar energia ao aproveitar melhor a luz natural, adiantando os relógios em uma hora durante o verão. Só que com as famílias usando muito mais ar-condicionado após o almoço, o consumo disparou justamente na parte da tarde — exatamente quando o horário deveria ajudar.

Contexto histórico: Como surgiu essa política?

O Getúlio Vargas, então presidente, instituiu pela primeira vez o horário de verão por meio do Decreto nº 20.466, datado de 1º de outubro de 1931. Durante décadas, a medida vigorou principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde a incidência solar era maior. Por um tempo, funcionou bem — mas as regras de consumo mudaram radicalmente.

Segundo o Decreto nº 6.558 de 8 de setembro de 2008, modificado posteriormente pelo Decreto nº 9.242 de 15 de dezembro de 2017, o relógio deveria avançar uma hora nos meses definidos. Porém, em 2019, o governo constatou que o benefício energético esperado já não se materializava. Foi aí que decidiu suspendê-lo permanentemente, avaliando apenas situações excepcionais futuramente.

A declaração do ministro Alexandre Silveira

No dia 3 de outubro de 2025, o Alexandre Silveira, Ministro de Minas e Energia, reuniu-se com a imprensa para explicar a situação energétca atual. Ele disse explicitamente que o governo federal está "completamente seguro" de que não precisaria retomar o horário de verão em 2025. Em uma conversa franca na terça-feira, 14 de outubro de 2025, Silveira reforçou que o país tem "plena segurança energética".

"Nosso planejamento está muito bem feito", afirmou o ministro. Segundo ele, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, conhecido como CMSE, acompanha constantemente os índices e concluiu que o sistema opera de forma robusta. O Operador Nacional do Sistema Elétrico, ou ONS, também confirmou a capacidade atual de atendimento da demanda até pelo menos fevereiro de 2026, com reservas hidráulicas consideradas positivas.

Energia renovável e soluções estruturais

Além das reservas hídricas, o Brasil tem investido pesado em fontes renováveis. O problema? Energias eólica e solar têm característica intermitente — dependem das condições naturais do clima. Para contornar isso, o governo planeja lançar licitação de armazenamento por baterias ainda em 2025. A ideia é guardar literalmente energia eólica para usar quando necessário.

Fevereiro de 2025 registrou consumo recorde de 103.785 megawatts às 14h42, confirmando a mudança total no perfil do dia a dia. O horário de verão simplesmente não resolve mais esse problema estrutural. Agora, a prioridade são soluções modernas e sustentáveis a longo prazo.

Quando poderá voltar o horário de verão?

A resposta curta: apenas em situações excepcionais. O governo estabeleceu que o retorno só será considerado diante de crises energéticas graves, causadas por períodos prolongados de seca ou escassez extrema de água. No momento atual, segundo o MME, nenhuma dessas situações se aplica.

Curiosamente, mesmo em anos anteriores com alertas sobre secas, o sistema seguiu funcionando. Mas vale lembrar: o monitoramento é contínuo. Se algo mudar nos próximos meses, as autoridades podem reavaliar. Até lá, os relógios continuarão no fuso horário normal — sem adiamentos.

Perguntas Frequentes Sobre o Horário de Verão 2025

Por que o horário de verão não funciona mais no Brasil?

O horário de verão perdeu eficácia porque o pico de consumo migrou do período noturno para o período da tarde (por volta das 15h). Com o aumento massivo do uso de ar-condicionado e tecnologias como iluminação LED, o adiantamento dos relógios não gera mais economia significativa de energia como fazia antigamente.

Quais estados eram afetados pelo horário de verão?

Historicamente, a medida aplicava-se principalmente às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que possuem maior incidência solar. Estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás costumavam participar, enquanto o Norte e Nordeste permaneciam fora da regra devido às características climáticas diferentes.

Em quais situações o horário de verão poderia retornar?

A retomada só seria considerada em cenários excepcionais de crise energética grave, como períodos prolongados de seca que causem escassez severa de água nos reservatórios hidrelétricos. O governo deixa claro que não prevê necessidade disso para 2025, mantendo foco em soluções estruturais de longo prazo.

Como o Brasil está garantindo a segurança energética agora?

O MME e o ONS relatam reservas hidráulicas positivas e planejamentos robustos até fevereiro de 2026. Além disso, o governo investe em energias renováveis e anuncia licitações para sistemas de armazenamento por baterias, permitindo estocar energia eólica e solar para compensar períodos de menor geração.

Quem tomou a decisão final sobre o horário de verão 2025?

A decisão partiu do Ministério de Minas e Energia (MME), com participação técnica do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O processo é avaliado periodicamente pelo ministério, embora haja consenso entre especialistas de que a medida perdeu sua relevância original no cenário energético contemporâneo.